terça-feira, 29 de maio de 2007

RENOI - vitória, bela cidade...

Estarei em Vitória participando do primeiro encontro da Rede Nacional de Observatórios de Imprensa, uma iniciativa de vários grupos de pesquisa acadêmica espalhados por Universidades de todo o país, que têm em comum a preocupação, a pesquisa e a batalha pela melhoria da qualidade da cobertura jornalística no Brasil. O Trabalho de "observar" a imprensa começou em nosso país com Alberto Dines, nos anos 80, quando ele editava a coluna "Jornal dos Jornais" na Folha de SP. Depois disso, o mesmo Dines (junto com outros, claro) criou o Observatório da Imprensa na Internet, nos anos 90. Daí pra frente, aos trancos e barrancos, a coisa vem crescendo, irregular e lentamente, mas crescendo. O grande problema: a mídia não gosta de olhar para si mesma, a não ser para se auto-elogiar. Nós, humildemente, queremos um olhar mais amplo que contribua para que a imprensa seja cada vez mais livre, independente e plural. Após Vitória voltaremos ao assunto. Abaixo, a progamação:

"PROGRAMAÇÃO DO PRIMEIRO ENCONTRO DA RENOI - Rede Nacional de Observatórios de Imprensa
Dia 31 de maio – 20h - Auditório do Centro de Artes - UFV - Vitória - ES

Solenidade de abertura
Conferência de abertura
Prof. Dr. Luiz Gonzaga Motta UnB – Mídia & Política – impasses e desafios da crítica de mídia na nova realidade brasileira


Dia 1 de junho
8h às 10h – atividades, oficinas, mini-cursos voltados para estudantes, bolsistas
(aplicações e atividades-piIloto de metodologias)

10h30 às 12h30 Mesa 1 – Cemuni V
As experiências dos grupos mais consolidados
Rogério Christofoletti (Monitor de Mídia), Ana Prado - Unama e Luiz Martins - UnB (SOS Imprensa); Fábio Pereira (Mídia & Política - UnB)

14h30 às 16h30h Mesa 2 Cemuni V
Os grupos mais recentes: problemas e dificuldades
Marcos Santuário Feevale; (Mídia em Foco); Ananias de Freitas (PUC-MG); Wellington Pereira (UFPB) e Angela Loures (Unitau)

16h30 às18h30 Mesa 3 – Cemuni V
A imprensa diante da crítica de dimensão nacional
Luiz Egypto (Observatório da Imprensa); Guilherme Canela (Andi) e Thaïs de Mendonça (Midia & Política)


Dia 2 de junho sábado
8h às 10h – atividades, oficinas, mini-cursos voltados para estudantes, bolsistas
(aplicações e atividades-polito de metodologias)

10h30 às 12h30 Mesa 5 – Cemuni V
Apresentações de trabalhos de IC, TCCs, Projetos Experimentais
Apresentação de posters


14h30 às 16h30 Mesa 5 – Cemuni V
Os novos desafios metodológicos para a crítica de mídia
Josenildo Luiz Guerra – UFS, Fábio Henrique Pereira - UnB; Rogério Christofoletti – Univali; Victor Gentilli - Ufes

14h30 – auditório pequeno
Reunião plenária
a) avaliação da reunião
b) a consolidação da rede – laços com SBPJor e outras redes
c) Próximas atividades (treinamento e capacitação para a primeira grande pesquisa nacional da rede)
d) Institucionalização da rede"

segunda-feira, 14 de maio de 2007

O velho e mau hannibal lecter

Fui ver "A origem do mal", continuidade da saga do hanibal lecter. Na verdade é uma continuidade que pretende contar a origem da saga. Eu disse pretende. Deixa a desejar. Muito. O filme é fraco do início ao fim, uma história mal costurada e mal contada por atores sofríveis, para dizer o mínimo. Não faz juz ao instigante "Silêncio dos Inocentes", nas belas interpretações de Anthony Hopkins e "Clarisse", digo Judy Foster. Quem viu certamente concordará comigo. Bom, mas o assunto aqui não é a estética nem o cinema, mas o mal. De onde ele vem? Como ele é cultivado? Ele surge como reação ou ele é inato a algumas personalidades? É um desvio de personalidade ou uma tendência não controlada pelo verniz civilizatório? No filme a resposta é de um simplismo atroz: ele é fruto de uma vingança a um ato horrendo cometido contra a família de lecter, ou, mais especificamente, contra sua irmã, quando os dois são ainda crianças. O horror faz transbordar em lecter o horror, em uma espiral contínua de sadismo e violência sem fim. Será? Procuram-se respostas filosóficas e/ou cinematográficas. Voltaremos ao assunto. Ou melhor, voltarei. Aliás, um teste: mal ou mau no título do post? Mal ou mau na abertura do post? Qual está certo?

quarta-feira, 9 de maio de 2007

problemas

no último post saiu tudo em caracteres estranhos, góticos?, mas o erro, claro, foi meu. O meu comentário introdutório ao texto do médico Paulo lotulfo, que escreveu dos EUA, era mais ou menos assim: "Curiosas as reações à chamada quebra de patente do medicamento anti-aids realizada pelo governo brasileiro, seguindo todas as regras da legislação internacional que rege este setor. Os mesmo que queriam (querem) trucidar o loco Morales por estatizar as reservas mineirais (coisa aliás que o Brasil fez há muito tempo) se apressaram a questionar a medida governamental. É aquela história, macheza demais com os humildes e subserviência absoluta aos poderosos." Como dizem os apresentadores: "desculpem a nossa falha". Apenas esta. As outras eu fico devendo.

रेअस् ए reações

करिओसा अस reações à चमडा कुएब्रा दे पतेंते दो मेदिकामेंतो एंटी-एड्स रेअलिज़ादा पेलो गोवेर्नो ब्रसिलेइरो, सेगुंदो तोदोस ओस trâmites लेगैस प्रेविस्तोस ना legislação इन्तेर्नासिओनल। ओउविऊ-से दे तुदो, प्रिन्सिपल्मेंते opiniões तेमेरोसस ए contrárias डॉस मेस्मोस कुए कुएरिं कुए ओ ब्रसिल त्रतास्से ओ लोको दो मोरालेस कामो उम् बंदिदो एटक एटक etc

"7।5।07
Ecos da quebra de patente do efarivenz
Nenhum, por aqui. O Brasil é capa do The New York Times para comentar a contenda do Papado com a Teologia da Libertação, somente isso. A Big Pharma não está preocupada com o a atitude do Ministério da Saúde, mas deveria estar com os brasileiros que ela contrata. Eles são mais realistas que o rei. Nessa segunda feira, o Ministro da Saúde criticou justamente os executivos brasileiros. Há dois dias afirmei que a empresa "piscou". Explico a piscadela: ao invés de informar o currículo acadêmico do Ministro, todo dedicado à questão da incorporação tecnológica ou enfatizar sobre o orgulho nacional que se tornou o programa de aids - elogiado principalmente nos EUA - há grande chance de que a matriz recebeu os comentários ideológicos de sempre sobre "liberdade de mercado" etc etc. Além de acharem, os executivos brasileiors, que o Ministro é aberto ao "diálogo". O especialista em diálogo com aspas está fora do governo com influência diminuta e, nenhuma no Ministério da Saúde.
posted by Paulo Lotufo at 09:09" http://paulolotufo.blogspot.com

terça-feira, 17 de abril de 2007

ओस असिदेंतेस ए आ mídia

वाले लेर:
"Quarta-feira, 11 de Abril de 2007

O desserviço prestado por parte da mídia em relação aos acidentes rodoviários
Mini-editorial do O Globo de hoje (pág. 8) diz o seguinte:"TEMEROSAS com o risco de serem supreendidas no feriado por mais um curto-circuito aéreo, muitas pessoas se aventuraram nas estradas.FUGIRAM DA ameaça de um apagão e encontraram outro: pistas mal conservadas, atulhadas de veículos, vários conduzidos de forma irresponsável.O RESULTADO foi o aumento de mortos e feridos em relação à Semana Santa anterior, a ser debitado ao apagão de infra-estrutura que o país enfrenta."Esse mini-editorial tem a ver com a matéria de ontem, que continha algumas informações fundamentadas em pesquisas e outras que saem da cabeça de alguém e ganham status de verdade, ainda que sem base científica alguma. Juízos sem fundamentação. Vamos às afirmações e juízos que farei, devidamente fundamentados, que mostram o desserviço prestado por matérias e editoriais como esses:1. A principal causa de situação de insegurança nas rodovias e de acidentes é a imprudência dos motoristas. Isto é constatado pelas pesquisas do IPEA, recentemente apresentadas com dados atualizados. A Pamcary, gerenciadora de riscos com milhares de acidentes com caminhões, estudados minuciosamente, informa que as principais causas são: excesso de peso por eixo e cansaço (aliado ao uso de anfetaminas e outras drogas). Em terceiro lugar vem a condição peculiar de uma rodovia, normalmente combinada com os dois fatores principais: a existência de uma curva mais fechada, durante uma descida. A existência de curva mais fechada, normalmente, tem a ver com as condições do relevo, em regiões onduladas ou montanhosas.2. A Pesquisa do IPEA - sobre os custos dos acidentes rodoviários - mostra que o maior se dá na malha rodoviária estadual paulista, reconhecidamente a melhor do país, com padrões nódicos. Então, onde está a relação entre estradas mal conservadas e acidentes?3. As rodovias não estão em condições precárias de conservação. Desafio a qualquer um a procurar na pesquisa da CNT - feita em julho de 2006 - algum dado que confirme essa afirmação. Ao contrário, a pesquisa mostra que os pavimentos e a sinalização, das 109 ligações rodoviárias, apresentam médias 79 e 71, respectivamente. Isso numa amostra de 55 mil quilômetros, sendo 37 mil de rodovias federais e 18 mil de estaduais. Na avaliação específica dos pavimentos, a pesquisa mostra que apenas 10% do total pesquisado apresenta predominância de buracos, inclusive nos acostamentos. De lá para cá, tanto o governo federal como os governos estaduais já investiram alguns bilhões de reais em suas malhas, inclusive com um inédito Programa de Sinalização em que o DNIT está restaurando as sinalizações horizontal e vertical de 48 mil quilômetros.4. Finalmente, é uma enorme bobagem fazer qualquer conexão entre as crises do setor aéreo, provocadas pelos controladores, e o aumento de viagens de automóveis, ônibus, motos e caminhões. Este aumento tem a ver com o crescimento da economia, que gera mais viagens todos os dias e, especialmente, nos feriadões.Portanto, se a mídia quiser prestar um bom serviço para reduzir os acidentes e a mortalidade tem que ir na principal causa: a imprudência e a agressividade dos motoristas, especialmente, os de carros de passeio.
Postado por José Augusto Valente às 09:58 (इन: http://logisticaetransportes.blogspot.com/2007/04/o-desservio-prestado-por-parte-da-mdia.html )

segunda-feira, 16 de abril de 2007

imperdível

Um bom teste sobre caráter:

"Onde começa e termina a ideologia (um divertido esboço)
Para descobrirmos a ideologia de uma pessoa, basta saber como ela trata
seu dinheiro.
IVAN OSÓRIO (1)
Para identificarmos um mau caráter, basta observar como ele trata as
crianças. Se ele as despreza ou humilha, não é incontestável, mas o cara
tem boas possibilidades.
NAILA FREITAS (1)
Caso 1. Meu primo J.R. é engenheiro e não sei se é de esquerda, centro ou
direita. Ele gosta de dormir, mas tem que chegar ao trabalho às 8h da
manhã. Então, calculou a forma mais otimizada de fazê-lo. Sabe como deve
fazer para dar o menor número de passos dentro de sua casa e o algoritmo
ideal para não precisar entrar duas vezes no banheiro. Sabe igualmente as
melhores ruas para trafegar e que, acordando às 7h10, pode ficar 3 minutos
rolando na cama. Nem mais, nem menos. É organizado, confiável, correto,
bem humorado. Parece viver feliz. Ele é inteiro. (2)
Caso 2. Meu amigo A. é matemático e comunista. Ele gosta do trabalho de
sua empregada, a Nenê, que vai a sua casa há trinta anos, três vezes por
semana. Eu soube que um dia A. chegou em casa fora do horário habitual e
Nenê estava lá, sentada, olhando pela janela. Não era dia de faxina e ele
perguntou o que ela estava fazendo. Ela respondeu constrangida que estava
com problemas em casa e achou que podia passar alguns momentos de
tranqüilidade no apartamento dele. Ele arranjou uma desculpa, pegou
qualquer coisa sobre a mesa e disse-lhe que ficasse à vontade. A
propósito, ele é inteiro. (2)
Caso 3. Meu amigo T. é ecologista e pensa ser um liberal de esquerda.
Gosta de criar belas metáforas e analogias para ornamentar seus discursos,
mas nem todos as entendem. Sabe como criá-las utilizando suas idéias. São
bonitas. Quando estava por se separar, pensou se não seria ecológico para
sua alma tentar fazer renascer o amor entre ele e sua mulher. Deu certo. É
adorado por ela. Hoje estão juntos. Sob outros acordos. Ele é inteiro. (2)
Caso 4. Minha amiga P. é violinista, budista e de direita. Ela gosta de
Bach e tatuou aqueles dois esses que furam o tampo frontal dos violinos e
violoncelos, ladeando as cordas. Ela os têm ladeando sua espinha dorsal,
pouco abaixo da nuca, como se ela toda fosse um violino. Ficou sexy, sabe?
Que som terá? Como budista, ela tenta aprimorar-se e evoluir em tudo. Em
dez anos, tornou-se excelente musicista e a mulher mais agradável,
interessada e gentil que conheço. É impressionante como nos sentimos bem
com ela por perto. Ela é inteira. (2)
Caso 5. Minha amiga X. é a socióloga e intelectual de esquerda mais culta
que conheço. Gosta de pontificar brilhantemente durante horas, mas não tem
tempo para tornar-se militante de nada, só do instituto de beleza.. Sabe
como poucos amassar adversários em discussões. Era casada com meu amigo I.
que é de centro. Quando se separaram, ele entrou em depressão, parou de
trabalhar e perdeu muito dinheiro. Orientada pelo pai, ela fez com que ele
assinasse a passagem de todos os bens para ela, além de ter negociado um
acordo que, a rigor, o arruinaria. Ela é... Os cacos do espelho
espalharam-se pelo mundo. (3)
Caso 6. Minha amiga D. é psiquiatra, de direita e filha de um rico
empresário. Gosta de seu marido Y., um químico remediado que, por sua vez,
gosta de gritar-lhe palavrões, mas ela acha que precisa dele. Sabe dar
conselhos, a psiquiatra. Disse a seu amigo I. (Caso 5) que tinha achado
positivo seu desapego aos bens materiais no fim do casamento, que aquilo
certamente tinha feito muito bem a ele. Um dia, seu amigo I. disse-lhe que
pediria a guarda do filho que tivera com a marxista e a revisão da
partilha. Ela começou a gritar com ele, dizendo que, em toda separação, a
mãe só perde a guarda se abusa da criança. Meu amigo I. ofendeu-se
seriamente. Ela é... Os cacos do espelho espalharam-se pelo mundo. (3)
Caso 7. Minha amiga A. é blogueira, provavelmente historiadora, de
esquerda e relaciona-se com o mundo através da ironia. Gosta de
ridicularizar aquilo que acha vulgar, escreve posts semelhantes às
notícias de Caras, mas ao lado de outros com interessantes análises
políticas. Sabe ser engraçada e parece inteligente, mas L. sempre
desconfiou de quem zomba e conhece tanto a vulgaridade alheia. L. fez um
comentário no estilo de A., tendo como mote um erro cometido por ela. Ela
teve um chilique ao supor-se alvejada. Deletou o post inteiro. Ofendeu-se
e ofendeu. Ela é... Os cacos do espelho espalharam-se pelo mundo. (3)
Onde começa a ideologia? Ela vem do íntimo e sobe para a vida social ou é
o contrário? Por que nem sempre ela invade o comportamento? Como alguém
pode isolar as idéias que professa de sua práxis íntima? E o contrário,
faz alguém feliz?
(1) Afirmações reais de amigos reais, falsa e idealmente ouvidas à noite,
em torno de uma mesa, com boa bebida, comida idem, em minha casa ou na da
Helen.
(2) Pessoa inteira: do jargão psi. Trata-se de uma pessoa centrada, mas
não auto-centrada ou em faixa própria. Alguém que possui uma trajetória
com um conceito, com uma essência que o apóia. Pessoa de ética inabalável,
não casuísta. Simplificando, o "inteiro" é o mesmo em qualquer
circunstância, não diz uma coisa e faz outra, nem tem duas caras.
(3) Em A Rainha da Neve (1845), de Hans Christian Andersen (1805-1875), o
diabo fabrica um espelho que exagera os menores defeitos dos objetos
refletidos. Ao elevá-lo ao céu, com o objetivo de lá refletir os anjos, o
espelho escapa das mãos do demônio, partindo-se em milhões de pedaços.
Estes penetram nos olhos e nos corações dos homens, que passam a ver
apenas o mal e a fealdade a seu redor. Neste conto, há a frase Os cacos do
espelho espalharam-se pelo mundo। ( http://www.verbeat.org/blogs/miltonribeiro/

quinta-feira, 12 de abril de 2007

hiperligados

Cinema cheio: cartola e cia. Música, história e emoção. Uma nota triste. Triste e irritante. Vários celulares a piscar mensagens, ligações e/ou relógios. Parece que muitos estão em um plantão permanente, não podem se desligar um segundo sequer. Será a impossibilidade da solidão? Será a impossibilidade de ficar consigo mesmo algum tempinho? Sei não, no mínimo é triste. Uma pergunta martela: para que ir ao cinema e ficar atento ao celular, o tempo todo?