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terça-feira, 5 de junho de 2007

vejam a opinião do Nizan Guanaes sobre regulamentação

Este post é do Luiz Nassif em seu blog, mas não resisti em reproduzí-lo aqui, imerso como estou com o tema da regulamentação versus liberdade de expressão, falssísima polêmica tão de agrado da grande mídia. vejam:

"Os neo-super-liberais e a publicidade

Olha só a ironia desses recém-super-liberais que acham que qualquer classificação de programas, ainda que meramente indicativa, é interferência indevida do Estado.

A carta a seguir é o Nizan Guanaes, foi publicada hoje na “Folha” a respeito de se proibir comerciais de bebidas em horário nobre. Mostra que em mercados organizados, a classificação indicativa é fundamental.

Do Painel do Leitor

"Acho da maior importância a entrevista com Gilberto Leifert. Séria, técnica e clara. Dela virão outros desdobramentos, mas é preciso que a indústria da comunicação participe deste debate.
Estamos muito mais longe das principais democracias do mundo no que diz respeito ao rigor de comercialização do que em comunicação de cerveja. Se um astro americano é pego dirigindo bêbado, ele vai preso. Isso não ocorre nem de longe no Brasil.
Qualquer garoto pode comprar bebida neste país. Lá fora isso não é admissível. O estabelecimento é fechado se for pego vendendo a menores. A veiculação depois das 20 horas não é tecnicamente eficaz. O que se faz nos Estados Unidos e na Inglaterra é proibição pelo perfil da audiência. Comercial de cerveja só pode ser veiculado em programa com mais de 70% de audiência adulta. O "Bom Dia Brasil", da Globo, vai ao ar às 7h30, e sua audiência é esmagadoramente adulta. As 23h, um canal infantil continua sendo infantil.

Olho técnico na comunicação e rigor absoluto na comercialização é a maneira mais técnica de combate aos abusos do álcool."

NIZAN GUANAES, presidente da Africa Propaganda (São Paulo, SP)

enviada por Luis Nassif"

sexta-feira, 23 de março de 2007

Ah, os postos

Coisa curiosa. Há duas semanas atrás o capitalismo funcionava em Belo Horizonte que era uma maravilha. Calma, refiro-me apenas aos postos de gasolina. Uma competição danada de boa. Preços que variavam de R$2,499 a R$2,018. Era só procurar o posto com o preço menor, encher o tanque e correr para o abraço. De repente, há uma semana, uma surpresa. TODOS os postos praticavam o mesmo preço. O menor? Não idiota, o maior. É a economia, estúpido, como dizia o nosso -digo, deles-, consultor de marketing do Clinton, James Carville. Antigamente dava-se a isso o nome de cartel. Aliás, o mais publicável deles. Até agora, além de um inquérito do Ministério Público par apurar a "possível formação de cartel", nada. Adam Smith, aquele que dizia que era melhor proibir os empresários de frequentarem o mesmo Clube, para não que não combinassem preços, deve estar se revirando no túmulo. Isto é que é auto-suficiência!!!