Do Uai.com.br: notícias do Brasil:
"Segunda-feira 30 de julho de 2007 17:37
Mãe sai para boate e bebê morre sozinho em casa
Agência Estado
O recém-nascido Pedro Caíque, de sete meses de idade, foi encontrado morto dentro de uma residência, no bairro da Jatiúca, zona norte de Maceió. De acordo com a Polícia Militar de Alagoas o garoto havia sido abandonado pela mãe, Tatiana Evelin de Sousa Sena, de 18 anos. Em depoimento, a mãe do bebê disse que alimentou o bebê por volta de 1 hora do domingo e saiu para uma boate em Jaraguá, quando retornou o garoto já havia falecido.
Tatiana foi detida por abandono de pessoa incapaz e conduzida para a Delegacia de Plantão III, no bairro de Jaraguá. Segundo os policiais que efetuaram a prisão, ela tentou reagir e, juntamente com o tio Antônio Marcos Ferreira da Silva, de 22 anos, partiu para agredir os soldados.
O corpo do bebê foi levado para o Instituto Médico Legal Estácio de Lima para que fosse determinada a causa da morte. Após a necropsia, o cadáver deve ser liberado para o sepultamento. Caíque Pedro era o quarto filho de Tatiana."
18 anos, quarto filho, Jatiúca, Maceió, Brasil. Vida que segue...
Mostrando postagens com marcador violência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador violência. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 30 de julho de 2007
terça-feira, 26 de junho de 2007
errei
Desculpem-me meus dois ou três leitores, mas eu errei. O que não é raro. A moça, que aliás se chama Sirley Dias de Carvalho Pinto, que foi covardemente agredida pelas cinco "crianças" no Rio não tem 28 anos, tem 32. Mas este detalhe não muda o essencial: cadê a ampla indignação contra este bárbaro crime. Ou ficaremos ouvindo os pais dos marmanjos dizendo as aberrações que já disseram? Ah, só pra lembrar: os que agrediram o índio Galdino em Brasília anos atrás também eram cinco e também sairam-se com a pérola: "achamos que era um mendigo". Se não me engano, dos cinco, quatro estão soltos e só um preso. Assistiremos a um replay?
triste, muito triste ou cadê a indignação da "sociedade"
As cenas já são conhecidas: a jovem -isso mesmo, jovem, pois ela só tem 28 anos- saiu do trabalho (a casa de família aonde exerce seu ofício de doméstica, resquício indelével da antiga (?) escravidão) um pouco antes das 5 h da manhã de domingo para ir ao médico. Chegou em um ponto de ônibus, onde esperava o coletivo e onde estavam outras duas mulheres também aguardando condução. Na mesma hora cinco jovens de classe média alta, quatro deles estudantes universitários e um técnico com formação de segundo grau saiam de uma boate aonde certamente se divertiram, beberam, namoraram, como é usual nesta faixa etária e e social. Até ai tudo bem. O problema é que estas duas realidades se encontraram: as mulheres no ponto de ônibus e os jovens no carro que um deles ganhou dois dias atrás. O resultado desse encontro também já é conhecido. Qual uma tropa de choque da SS os jovens investiram contra a jovem que esperava o ônibus para ir ao médico: tomaram sua bolsa e começaram uma sessão de agressões. Chutes, socos e cotoveladas especialmente em seu rosto. Quatro jovens fortes contra uma jovem. O quinto espereva no carro, provavelmente ligado para qualquer emergência. Para não perderem a viagem agrediram também as outras duas mulheres que lá estavam. Ponto final em mais um caso de agressão injustificável no Rio de Janeiro, não fosse um taxista ter anotado placa do veículo condutor da Blitzen. O resto também já se sabe. A jovem teve que ir ao hospital com o rosto e os braços cobertos de hematomas e com suspeitas de ruptura de ossos na face e os jovens foram pouco a pouco presos pela polícia através da placa do carro repassada pelo motorista de táxi. Candidamente eles, os jovens, disseram que confundiram a jovem com uma prostituta. Ah bom! Sintomático tanto pelo lado psicanalístico - eles agridem prostituras por qual motivo: desejo recalcado ou impotência em arrumar namoradas ou namorados?; quanto pelo lado policial - eles agridem prostitutas ou foi a primeira vez? E as reações? Até agora as reações vieram da mídia que fez um boa cobertura já no domingo à noite (Fantástico) e na segunda nos principais jornais do país. A polícia agiu rápido e prendeu os cinco, sendo o último na noite de segunda. A OAB pediu uma punição rigorosa. E os pais? Ah os pais. Claro que não dá para generalizar, pois apenas um veio a público defender abertamente os filhos, dizendo: "quero dizer à sociedade que nós, pais, não temos culpa disso. Eles cometeram um erro? Cometerem. Mas não vai ser justo mantermos CRIANÇAS (grifo meu) que estudam, estão na faculdade, trabalham, presas. Botar( sic) eles numa Polinter? Desnecessário." Aguardam-se outras manifestações. A bárbarie se manifesta de formas variadas. Nem se fala aqui da violência generalizada, da bala perdida, do assalto e do latrocínio. Fala-se da violência banalizada, sem motivos aparentes (que nunca justificam-a). Fala-se da covardia e da bestialidade. Fala-se de jovens pobres que mesmo, aparentemente, tendo visto que arrastavam uma criança de seis anos presa ao cinto de segurança do automóvel que acabaram de roubar, não tiveram coragem de parar e a arrastaram por mais de seis quilômetros, matando-a em um episódio horrendo. Fala-se desses cinco jovens ricos, que estudam, ganham carro, vão a boates, têm dinheiro e que transformam-se em carrascos cruéis e sanguinários. Fala-se disso tudo e teme-se que as reações sejam diferentes nestes dois casos. Quais as diferenças? Para onde caminharão os arautos do endurecimento penal, da pena de morte, e até mesmo os filófos do "olho por olho, dente por dente"? E as manifestações de indignação que percorreram o país? E os outdors em Belo Horizonte? Triste, muito triste; nossa sociedade está doente, muito doente. Esperam-se as reações. Ou as "CRIANÇAS" agora serão os agressores e as vítimas?
terça-feira, 3 de abril de 2007
O tema da violência de novo...
Repito meu argumento, já desenvolvido neste blog. O buraco é sempre mais em baixo, mas será que os menores não estão "assumindo" muitos crimes praticados por "maiores", para livrar a caras desses últimos? Veja matéria abaixo e reparem que o que aumenta são os crimes mais violentos...
"Crimes de menores crescem 20% em BH
Maioria de ocorrências na Vara da Infância e da Juventude é de roubo e tráfico. Faltam vagas em centros de internação
Izabela Ferreira Alves - Estado de Minas
O número de atos infracionais cometidos por adolescentes em Belo Horizonte aumentou 20% nos dois últimos anos. Em 2005, o Judiciário abriu 3.560 inquéritos contra menores e, no ano passado, 4.206. Nem todas as representações se transformaram em processos. Segundo a juíza Valéria da Silva Rodrigues, da Vara Infracional da Infância e da Juventude, o aumento foi isolado. “Recebemos cerca de 800 inquéritos por mês e 600 deles se tornam processos. No geral, não podemos falar em crescimento da violência”, afirma. Ela diz que a maioria das ocorrências está relacionada ao porte de armas, roubo e tráfico. “Esses atos caminham juntos, acompanhados do aumento do uso de drogas”, acrescenta. A juíza considera que os dados indicam maior eficácia da polícia e critica um dos principais programas de prevenção à criminalidade infanto-juvenil, o Fica Vivo. Contrariando dados do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a juíza afirma não perceber redução de homicídios nas áreas em que foi implantada a iniciativa. “O Fica Vivo foi criado para combater assassinatos, mas devia ter foco voltado para as principais causas das mortes: o tráfico e o porte ilegal de arma”, destaca. Em 2005, foram cometidos 65 homicídios por adolescentes e 74 em 2006. De outubro de 2005 a outubro de 2006, foram mortos 1,4 mil menores. Conforme o delegado Robson Vilela Gomes, chefe interino da Divisão de Orientação e Proteção à Criança e ao Adolescente (Dopcad), o número de atos infracionais de menores cresceu entre 25% e 30% nos dois últimos anos. “O pior é que houve aumento entre 30% e 40% dos crimes violentos”, lamenta. A Dopcad recebe por dia, em média, 15 adolescentes em conflito com a lei e, desde a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em 1990, houve avanços, na opinião do policial. “O estado tem feito investimentos, mas municípios e governo federal têm que agir de forma mais incisiva”, ressalta. De acordo com o subsecretário de Atendimento a Medidas Sócio-Educativas, da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), Ronaldo Pedron, as vagas para cumprimento de penas em regime aberto são de responsabilidade das prefeituras. “Os centros de internação são o último recurso. A reinserção social com cumprimento de medidas em meio aberto é muito mais eficiente”, salienta. Em Minas, há 300 adolescentes em cadeias. Para resolver o problema da falta de centros de internação, o estado, desde 2003, investe na interiorização das vagas. Naquele ano, eram apenas 400 e, hoje, já são 800. “Nossa meta é oferecermos 1 mil vagas até o fim do ano, mas é importante destacar que a prevenção, em parceria com as secretarias de Estado de Educação, de Assistência Social e outras, vem sendo desenvolvida, paralelamente, e apresenta bons resultados”, diz. De passagem pela Vara Criminal da Infância e da Juventude, um adolescente de 16 anos falou dos motivos que o levaram, com outros dois colegas, a assaltar várias pessoas às margens da Lagoa da Pampulha, com um revólver calibre 32: “Parei de estudar, meu pai foi assassinado e minha mãe me deixou. Moro com uma irmã e não acho justo ver todos os bacanas com dinheiro e eu passar aperto”, alegou. "
"Crimes de menores crescem 20% em BH
Maioria de ocorrências na Vara da Infância e da Juventude é de roubo e tráfico. Faltam vagas em centros de internação
Izabela Ferreira Alves - Estado de Minas
O número de atos infracionais cometidos por adolescentes em Belo Horizonte aumentou 20% nos dois últimos anos. Em 2005, o Judiciário abriu 3.560 inquéritos contra menores e, no ano passado, 4.206. Nem todas as representações se transformaram em processos. Segundo a juíza Valéria da Silva Rodrigues, da Vara Infracional da Infância e da Juventude, o aumento foi isolado. “Recebemos cerca de 800 inquéritos por mês e 600 deles se tornam processos. No geral, não podemos falar em crescimento da violência”, afirma. Ela diz que a maioria das ocorrências está relacionada ao porte de armas, roubo e tráfico. “Esses atos caminham juntos, acompanhados do aumento do uso de drogas”, acrescenta. A juíza considera que os dados indicam maior eficácia da polícia e critica um dos principais programas de prevenção à criminalidade infanto-juvenil, o Fica Vivo. Contrariando dados do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a juíza afirma não perceber redução de homicídios nas áreas em que foi implantada a iniciativa. “O Fica Vivo foi criado para combater assassinatos, mas devia ter foco voltado para as principais causas das mortes: o tráfico e o porte ilegal de arma”, destaca. Em 2005, foram cometidos 65 homicídios por adolescentes e 74 em 2006. De outubro de 2005 a outubro de 2006, foram mortos 1,4 mil menores. Conforme o delegado Robson Vilela Gomes, chefe interino da Divisão de Orientação e Proteção à Criança e ao Adolescente (Dopcad), o número de atos infracionais de menores cresceu entre 25% e 30% nos dois últimos anos. “O pior é que houve aumento entre 30% e 40% dos crimes violentos”, lamenta. A Dopcad recebe por dia, em média, 15 adolescentes em conflito com a lei e, desde a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em 1990, houve avanços, na opinião do policial. “O estado tem feito investimentos, mas municípios e governo federal têm que agir de forma mais incisiva”, ressalta. De acordo com o subsecretário de Atendimento a Medidas Sócio-Educativas, da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), Ronaldo Pedron, as vagas para cumprimento de penas em regime aberto são de responsabilidade das prefeituras. “Os centros de internação são o último recurso. A reinserção social com cumprimento de medidas em meio aberto é muito mais eficiente”, salienta. Em Minas, há 300 adolescentes em cadeias. Para resolver o problema da falta de centros de internação, o estado, desde 2003, investe na interiorização das vagas. Naquele ano, eram apenas 400 e, hoje, já são 800. “Nossa meta é oferecermos 1 mil vagas até o fim do ano, mas é importante destacar que a prevenção, em parceria com as secretarias de Estado de Educação, de Assistência Social e outras, vem sendo desenvolvida, paralelamente, e apresenta bons resultados”, diz. De passagem pela Vara Criminal da Infância e da Juventude, um adolescente de 16 anos falou dos motivos que o levaram, com outros dois colegas, a assaltar várias pessoas às margens da Lagoa da Pampulha, com um revólver calibre 32: “Parei de estudar, meu pai foi assassinado e minha mãe me deixou. Moro com uma irmã e não acho justo ver todos os bacanas com dinheiro e eu passar aperto”, alegou. "
Assinar:
Postagens (Atom)
